Quando as dificuldades emocionais se tornam grandes: o que fazer?

Quando as dificuldades emocionais se tornam grandes: o que fazer?

Muitos de nós, no decorrer da vida, passamos por momentos difíceis, cheios de frustração e infelicidade, quando, muitas vezes, o desespero e a confusão, nos impedem de encontrar saídas. Às vezes, as dificuldades são passageiras, mas há casos em que, mesmo com bastante esforço, não é possível superá-las.   Através desse pequeno texto, você poderá ajudar a si próprio, à sua família e a seus amigos, sabendo quando é necessário procurar ajuda profissional.

As dificuldades emocionais

As dificuldades emocionais, podem aparecer sob a forma de sintomas, que atrapalham ou mesmo impedem o desenvolvimento regular da vida. Os sintomas podem aparecer em três áreas distintas:

1) área psíquica: o conflito aparece na mente, comprometendo a personalidade da pessoa. Alguns dos sinais que nos alertam de que a pessoa está com dificuldades nesta área são:  ansiedade excessiva, depressão prolongada ou grave, alterações bruscas de humor e comportamento, distorção da realidade, alucinações, sentimentos negativos exagerados, pensamento direcionado frequentemente ao suicídio, entre outros.

2) área do corpo: As dificuldades emocionais também podem ser manifestadas através do corpo. Um determinado órgão do nosso corpo pode sinalizar o desequilíbrio emocional através de alterações e, aí, podem aparecer vários problemas orgânicos, como, por exemplo, úlceras gástricas, doenças de pele, tosse nervosa, enxaqueca e até câncer. Portanto, a doença física, pode ter uma causa emocional, sendo que nesta área estão envolvidos corpo e mente.

3) área social: Aqui os conflitos emocionais, além de acometerem a personalidade da pessoa, envolvem o ambiente social, ou seja, afetam as relações do indivíduo com os demais, trazendo muito sofrimento. Ex. dificuldades conjugais, familiares, no trabalho, dentre outras.

O que devo fazer quando eu ou alguém próximo estiver com muitas dificuldades emocionais?

Quando as pessoas estão passando por dificuldades, muitas vezes não conseguem enxergar saídas, não têm forças para procurar ajuda, outras nem sabem que existe ajuda para esse tipo de dificuldade. Muitas pessoas acham que são culpadas pelos seus sintomas, acreditando que, com bastante esforço, podem superar seus problemas sozinhas e, com isso, sofrem desnecessariamente. Se você, ou alguém que você conhece, está com sintomas persistentes em qualquer das áreas citadas, é necessário consultar um profissional da área de saúde mental.

Qual é o tratamento?

Pode-se usar psicoterapia, medicações, ou a associação de ambos os tratamentos, de acordo com o diagnóstico e a critério do profissional de saúde mental. A medicação atua na química do cérebro melhorando os sintomas. A psicoterapia leva o indivíduo ao autoconhecimento, ajudando-o a lidar melhor com suas dificuldades. Quando é necessário, a associação desses tratamentos, sem dúvida, garante maior probabilidade de melhora dos sintomas em boa parte dos casos.  Na verdade, um método não exclui o outro.  A função da medicação é reabrir a janela da plasticidade cerebral. Assim, problemas causados por falsas conexões do cérebro podem ser tratados. Porém, se o ambiente e a situação do indivíduo permanecerem inalterados, se ele não aprender uma maneira diferente de lidar com seus conflitos, só a medicação não será capaz de induzir mudanças e o indivíduo não se sentirá melhor. Ou seja, não alcançará novas maneiras de olhar para a vida, novas conexões cerebrais.

O que é psicoterapia?

É uma forma de tratamento de problemas emocionais, em que a pessoa com a devida frequência, conversa com um profissional especializado em saúde mental, treinado em psicoterapia. Nessas conversas, a pessoa pode falar de problemas passados e atuais, experiências, pensamentos, sentimentos e relacionamentos, ou seja, sobre tudo o que o indivíduo quiser. Compartilhar suas experiências com uma pessoa capacitada e compreensiva e falar sobre seu mundo com alguém que está fora dele pode ajudar a compreender mais a si mesmo e os seus problemas.

Como funciona?

Existem vários tipos de psicoterapia, a escolha da técnica depende do caso e da formação do psicoterapeuta. Porém, em todas as psicoterapias salienta-se a importância do vínculo entre terapeuta e paciente. Em geral, a frequência recomendada é de uma a duas sessões por semana.

Existe idade para fazer psicoterapia?

Não existe idade, em qualquer idade a psicoterapia pode ajudar o indivíduo a melhorar suas relações consigo mesmo e com os outros.

No caso das crianças pequenas, o profissional avaliará se a dificuldade é da criança ou dos pais. Em muitos casos, a orientação dos pais é benéfica para a melhora dos sintomas da criança.

Quanto à fase da adolescência, sabemos que, normalmente, este é um período difícil para muitas famílias. Numa consulta, o profissional entrevistará, além do adolescente, os pais ou responsáveis, para que possa compreender se se trata de uma patologia, ou de uma dificuldade normal da adolescência.  Nem todos os adolescentes necessitam de psicoterapia.

Onde posso procurar ajuda?

Há muitas organizações disponíveis para atender pessoas com problemas emocionais.  Você pode procurar ajuda em ambulatórios de saúde mental.   Alguns centros de saúde, hospitais psiquiátricos e universidades possuem serviços de saúde mental. O caminho é você procurar contato e informar-se.   Há também clínicas de psiquiatria e psicologia. Se você não conhece um profissional da área da saúde mental, converse com um profissional da área médica, ou com um assistente social, que seja de sua confiança, pedindo para que lhe indique um profissional.   Numa consulta com um profissional especializado, ele poderá responder às suas perguntas, proporcionar-lhe assistência ou encaminhá-lo a alguma outra fonte de auxílio.

 

“Se estiver com dificuldades emocionais, consulte um profissional de saúde mental.”

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