DESENVOLVENDO UMA BOA AUTOESTIMA EM CRIANÇAS

DESENVOLVENDO UMA BOA AUTOESTIMA EM CRIANÇAS

Autoestima é uma a avaliação que o indivíduo faz de si mesmo, é a opinião e o sentimento que cada pessoa tem de si mesma,  ou seja, o quanto se valoriza, se quer bem, se tem confiança em si mesma.  Está relacionada à saúde mental ou ao bem-estar psicológico.

 

Como se forma a autoestima? 

 

A gente não se percebe sozinha. A ideia de si mesmo vem do relacionamento com os outros. As crianças formam sua autoestima a partir da maneira como são tratadas por pessoas importantes para ela, tais como pais, familiares, cuidadores e professores. Nessas interações se desenvolvem os sentimentos positivos e os negativos.  

Esta autoavaliação vai sendo construída pela criança de acordo com o valor que as pessoas à sua volta lhe atribuem, expressam em afetos, elogios e atenção. Se estes adultos demonstram consideração, admiração, respeito pela criança e agregam um forte vínculo de amor, é bem provável que a criança se desenvolva bem.  Crianças com boa autoestima têm facilidade em fazer amigos, são afetivas, alegres, demonstram senso de humor, participam de discussões em grupo na escola, lidam melhor com os erros, são mais confiantes e felizes. Se os adultos à volta são muito críticos, negativos, ou têm o hábito de rotulá-las e compará-las com as crianças próximas, forma-se nelas uma imagem “pequena” de seu valor. 

Sabemos que a opinião que uma pessoa tem sobre si mesma está intimamente relacionada com a sua capacidade para superar os desafios. Quando uma criança tem êxito no que faz e é elogiada e incentivada, começa a confiar em suas capacidades, e quanto mais acreditar que pode fazer, mais conseguirá fazer. Sem autoestima será mais difícil enfrentar os percalços que encontrará pela vida. 

 

 

Criando Filhos Sem Rótulos

 

É claro que a grande maioria das pessoas não se propõe a prejudicar as crianças de propósito, mas infelizmente muitas pessoas assim o fazem.  Não é intencional, isso costuma ser por inconsciência, mas muitas pessoas transmitem suas crenças limitantes e suas dificuldades emocionais para as crianças que as cercam. Grande parte das pessoas costuma julgar os outros com base nos próprios padrões e códigos éticos e morais. 

Quantas vezes você ou alguém do seu convívio, já falou frases como estas? 

 

“Este tem o gênio do avô.”

“Como essa menina é avoada…”

“Você é igualzinho a seu pai”

“Você é um menino maldoso.”

“Joãozinho é uma pestinha…  também filho de pais separados!”

“Alex é bom em futebol, já o irmão… ah,  esse não será nunca um jogador de futebol.”

“Maria vem de uma família desestruturada.”

“Como esta criança é agitada! Não para nem um minuto sequer, ela só pode ser hiperativa!”. 

“Ana é burra, coitadinha!”

“Professora, vê se dá um jeito no meu filho, ele é incontrolável.”

 “Em nossa família ninguém é bom em matemática…  todos nós temos muitas dificuldades de aprendizagem.” 

 “Meninas não são boas em matemática.”

 “Meninos não são bons em português e artes.”

 

Muitos não têm consciência do mal que fazem às crianças falando assim. Mas, saiba que, quando uma criança é rotulada, as demais pessoas passam a olhar para ela sob aquele prisma e isso lhe rouba a possibilidade de ser diferente, de ser vista como realmente é, ou pode vir a ser. O hábito de rotular estigmatiza as crianças.  Rotular é condenar o outro.

 

Os rótulos impedem a criança de ser vista como ela realmente é.

 

Para exemplificar, nesses dias me deparei com uma criança que, na presença dos pais, só chora, já na ausência deles e no convívio com outros adultos é calma e tranquila. Neste caso específico, a criança é rotulada de chorona e birrenta. Com as outras pessoas o relacionamento é mais leve, pois a sua individualidade é mais bem aceita e, assim, esta criança pode ser ela mesma, tendo a possibilidade de experimentar outros comportamentos, sem rótulos. 

 

 

Você tem propósito criar filhos saudáveis, felizes e bem ajustados? Então, aqui vão algumas dicas: 

 

 

Educar alguém de maneira saudável é mesmo um grande desafio. É preciso um esforço contínuo para nos afastarmos dos referenciais próprios e respeitarmos a beleza da diversidade.  

Não é fácil parar de usar rótulos e lidar bem com as diferenças. Não é fácil, mas é possível! Todos nós podemos aprender coisas e podemos mudar de comportamento. 

As relações entre pais e filhos devem ser pautadas sempre pelo respeito mútuo. Como a criança vai respeitá-lo ou respeitar as outras pessoas à sua volta se é desrespeitada?

Tenha em mente que as crianças não são iguais. Têm ritmos, jeitos e modos diferentes de ser, de agir e de aprender. Valorize a individualidade de seu filho. Encoraje as crianças a desenvolverem sua autonomia e a resolverem seus problemas por si mesmas, ajudando-as a pensar no que fazer, de acordo com a idade de cada uma delas. Incentive o questionamento e o exame de qualquer problema, para o desenvolvimento moral e estruturação do raciocínio da criança.

Preste muita atenção nas frases que fala para as crianças e sobre as crianças, principalmente na presença delas. 

Sempre que a criança conseguir fazer algo positivo é importante elogiá-la e incentivá-la, dizendo, por exemplo: “Você aprendeu!”  “Conseguiu!” “Parabéns!” Às vezes, um sorriso, uma palavra de elogio, um olhar, tudo isso ajuda muito a desenvolver na criança sentimentos positivos. 

Importante que o elogio seja merecido e sincero. A criança precisa sentir que a família a quer bem e a incentiva. Falar que o filho do vizinho é melhor do que ela, não é incentivo, concorda? Isso é comparação e fará com que a criança se sinta diminuída e humilhada. Ela pode não ser boa suficientemente em uma atividade, mas poderá se desenvolver, e muito bem, nela. Podemos dizer que, para se ser bom em alguma coisa, é preciso muito treino, porque essa é a realidade. Mas, muito importante salientar que não somos bons em tudo, fazemos algumas coisas bem e outras nem tanto. O importante é fazer o melhor que pudermos, sempre!

Tenha cuidado em adequar as tarefas que sejam compatíveis com a idade de seu filho e permita que a criança tente fazer sozinha. Assim, ela  terá oportunidade de se desenvolver sem ser superprotegida, sem pressão ou comparação, e formará um conceito positivo de si mesma.

 

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